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Os reflexos das crises política e econômica, que atingiram o país de forma intensa nos últimos dois anos, ainda são visíveis. Mas, aos poucos, a situação começa a normalizar em diversos setores - e um deles é o imobiliário. A região do Médio Vale do Itajaí também foi impactada, mas não de forma tão grave quanto outras áreas do país, como explica o proprietário da Imobiliária Mapa de Timbó e Indaial e também corretor, Rogerio Isnar Patricio.
"Houve uma redução na procura do imóvel em função da instabilidade política, o que gerou insegurança na hora da aquisição dos mesmos pelo fato de serem financiados. Houve ainda a redução de valores do programa Minha Casa, Minha Vida (MCMV) para nossa região.
Este cenário agora está melhorando, mas não há motivos para comemoração. A perspectiva otimista se deve em função da baixa taxa de juros. A crise política ainda assombra toda a economia brasileira", analisa Patricio.
Essa redução das taxas de juros, que "prometem aquecer o mercado de financiamento imobiliário", como assinala o corretor, fez com que as construtoras que lançaram seus empreendimentos há mais tempo agora passassem para a fase de conclusão.
"Por outro lado, as obras mais recentes estão ficando escassas, são poucos lançamentos", comenta Patricio. Ele diz que, atualmente, as construtoras se deparam em ter de investir 70% do valor da obra adiantado, sendo que o valor das vendas será recebido somente após a conclusão da obra e sua respectiva documentação, "porque 95% das vendas estão atreladas a um financiamento", explica.
Ao mesmo tempo, Patricio diz que a procura pela compra de imóveis tem aumentado, mas quase de forma imperceptível, se mantendo praticamente igual nos últimos 20 meses, "com uma ênfase maior para compra de casas na faixa de R$ 145 mil pelo MCMV", complementa.
No que diz respeito às alterações do MCMV, quem define as mesmas é o Conselho Curador do FGTS, determinando as faixas de valores. "A redução no final de 2016 e início de 2017 inviabilizou o mercado neste setor. Depois da movimentação realizada pelo setor imobiliário, conseguimos que os valores permanecessem como estavam até 31 de dezembro deste ano", relembra Patricio, frisando que a expectativa das imobiliárias é que o teto do MCMV tenha aumento em 2018.
"Enquanto as taxas de juros estiverem elevadas, os investidores continuarão no mercado financeiro. Atualmente as vendas estão sendo realizadas para pessoas que buscam a casa própria, sua casa para morar", avalia Patricio.
Ele cita outro fator importante, que é o fato de que as pessoas que compraram em 2008, no início do plano, já estão buscando trocar seu imóvel por um maior e mais bem localizado.
"Atualmente considero um ótimo momento para a compra da casa própria tendo em vista os juros subsidiados em alguns programas e o poder de barganhar desconto que estão muito favoráveis", analisa.
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