Por Victoria Fonseca
victoria.fonseca@diariopopular.com.br
(Estagiária sob supervisão de Vinicius Peraça)

Desafio das escolas é seguir a adequação ao novo Ensino MédioJô Folha - DP

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A partir desta segunda-feira (13), parte da movimentação de estudantes retorna às ruas de Pelotas. Isso porque o ano letivo na rede privada de ensino do Rio Grande do Sul inicia hoje e, no Município, são cerca de 11,5 mil alunos regressando às salas de aula. Assim como em 2022, neste ano o desafio das escolas continua semelhante: a continuidade da implementação da nova estrutura do Ensino Médio. Agora, 1º e 2º anos contam com a nova formação.

Desafio das escolas é seguir a adequação ao novo Ensino MédioJô Folha - DP

A quatro dias do início das aulas, as instituições estavam trabalhando nos últimos preparativos pedagógicos e de infraestrutura para o retorno dos estudantes e recepção dos novos matriculados entre pré-escola e Ensino Médio. Conforme levantamento feito pelo Sindicato do Ensino Privado do Rio Grande do Sul (SINEPE/RS), a maioria das escolas retornam entre esta segunda-feira e o dia 22 de fevereiro. Porém, cada uma tem autonomia para definir seu calendário, desde que cumpra os 200 dias letivos, previstos em lei.

Os últimos dias nos colégios da cidade foram de movimentação intensa para deixar tudo pronto para os estudantes. Além dos educadores, havia escolas com pintores e pedreiros trabalhando em ajustes. Em uma das escolas, visitada pela reportagem, reformas eram concluídas nos corredores dos Ensinos Fundamental e Médio, tudo a tempo do primeiro dia de aula ocorrer sem sobressaltos e os cerca de 1,7 mil alunos desta instituição encontrarem o local preparado.

Novo Ensino Médio

Assim como na rede pública, a rede privada tem como desafio a ser superado o segundo ano de adequação ao novo Ensino Médio. Na reformulação, a carga horária é ampliada de 2,4 mil para três mil horas. Desse total, pelo menos 1,2 mil horas são destinadas aos chamados itinerários formativos, podendo o aluno percorrer uma ou mais trilhas de aprendizagem relacionadas às áreas de conhecimento (Linguagens, Matemática, Ciências Humanas e Sociais e Ciências da Natureza).

O modelo começou a ser implementado no ano passado, iniciando pelos 1º anos. Assim, até 2024 todos os três anos estarão contemplados com a modificação. Contudo, cada instituição define o formato mais adequado de aplicação do modelo. Para o diretor do Colégio Gonzaga, o aumento de horas não impacta no período presencial dos estudantes, pois, além dos seis períodos matutinos, os outros três a mais são realizados no modo de ensino à distância. "Até porque em um segundo turno o rendimento é muito baixo. Qualquer professor percebe que o aluno da manhã, ao vir à tarde, não rende a mesma coisa", argumenta Carlos Santos.

Com o formato, segundo ele, o colégio não precisou adotar mudança em relação à infraestrutura. O gestor explica ainda que a estratégia adotada é aprofundar o ensino prático nos itinerários, complementando assim a formação geral. "Por exemplo, em Química, eles aprendem a formação geral e têm experiências práticas. Ele [aluno] vai aplicar o que aprendeu."

Já a distribuição de professores no ensino das novas aprendizagens é realizada conforme o perfil de cada docente. Para o componente denominado Projeto de Vida, é designada a pessoa que tem a habilidade maior de instruir os estudantes na condução e planejamento da vida escolar.

Já em outra escola, a realidade é diferente. "A implementação teve um forte impacto no colégio", conta o supervisor pedagógico do 9° ano ao Ensino Médio do Colégio São José, Thiago Borchardt. Na instituição, as novas atividades são realizadas presencialmente, assim os alunos têm as aulas tradicionais no período da manhã e os complementos curriculares à tarde. Com isso, foi preciso haver reformulação na infraestrutura do espaço para acomodação de um número maior de estudantes no turno inverso. "Passamos por reformas de laboratórios e andares inteiros que foram reformulados", explica.

Após a experiência do primeiro ano de adequação, Borchardt conta que ainda há "frio na barriga" com o retorno das aulas, mas que acredita que a instituição está mais preparada em 2023 para a continuidade das mudanças. "Estamos muito melhores, porque nossos alunos do 2º ano já tiveram um ano de itinerário formativo e eles tinham muita dificuldade para entender como funcionava."

Vacinação

Com a volta às aulas, há também a preocupação com a saúde dos estudantes, principalmente em relação à prevenção da Covid-19. Conforme orientação da Secretaria Municipal de Saúde (SMS), as escolas deverão solicitar aos aluos a carteira de vacinação com esquema completo na Educação Infantil até o 4º ano do Ensino Fundamental. Em caso de crianças não imunizadas, a instituição deve comunicar a SMS.